Mudanção!

Publicado: 22/01/2012 em Fala aí, Cátia

Acredito na mutação.

Na maturação. Na masturbação. Acredito  no possível e no impossível, se tiver paixão.

Não gosto da rima do ÃO.

Mas tenho tesão.

A rima é só satisfação.

Queria mesmo era te dar um safanão. Seu canastrão!

Todo aí metidão. Se fazendo de gostosão.

Argh! destesto rimas com ÃO.

Mas não finjo não.

Não quero ser como ele que se limita a pedir perdão. E ela nem  santa é.

Perdão de quê? Por sentir  compaixão?

Porque é isso. Amor só se for esse então.

Ai, que merda, sigo rimando com ÃO.

Mas é só isso. Compaixão. Tesão? Aí, eu sei como  ele sentiu, foi explosão.

Foi dentro de mim. Um furacão.

Hummm! como eu queria essa sensação. Mas ele prefere o perdão de quem nem santa é. Já disse isso, não?

Vai entender o que passa na cabeça de mais um babacão.

E eu como fico? Não fico,  eu sou,  como  todos os meus amigos me dizem,   pra ele, muito mulherão!

Foda-se então!

Próximo! Sem ão!

 

 

Sou eu, minha cara, poderiam ser minhas palavras:

“Prefiro esbanjar emoções. Mesmo que doa. Mesmo que, um dia, eu possa me arrepender. Meus arrependimentos duram pouco, alguma coisa me cutuca e diz: olha, que bom que você fez. Que bom que você teve coragem. Que bom que você sente. Que bom que você tenta. Tentar é se arriscar. E tudo na vida tem metade de chance de dar certo. E a outra metade? De dar errado. Mas não é poupando que você saberá.”

(Clarissa Corrêa)

Lembro de ouvir o primeiro disco da Marisa Monte ainda adolescentezinha. Surpreendida com a voz da moça. Eu havia  conseguido emprestado o LP zero bala de um amigo pra gravar em fita cassete, aquela chromo, mais cara e mais durável. Fiquei encantada com todas as músicas e com o estilo da Marisa. Era uma carreira de sucesso na certa. Eu e toda a crítica brasileira estávamos certas. A mulher é uma das mais talentosas e produtivas cantora, compositora e produtora que a nossa neo-MPB tem  atualmante. Eu sempre dizia  entre os amigos que se eu fosse sapatão eu ia querer pegar a Marisa (risos). Agora ela me vem com esse CD O que você quer saber de verdade, cujo  nome é a primeira faixa do  trabalho e me tira o fôlego.

Marisa está romântica, tranquila, calma, e fala de amor, de perdas, de paixão, de saudade, de fim. A máxima ” não vou te mandar pro inferno porque eu não quero e porque  fica muito longe daqui” em Aquela velha canção,  é uma frase que eu queria ter escrito. Aliás, todas essa canção é espetacular. Bom, é sabido que eu adoro essa canções  que remetem a lembranças, que  me identifico. Além disso, essa especialmente eu queria  escrever todinha em uma tatuagem no meu corpo.  E tem Depois, que bah! não precisamos falar, basta ouvir e quem teve um relacionamento  de amor doentio como eu, sabe o que significa cada palavra. Clica aí e curte:

O que você quersaber de verdade

Toda essa calma,  tranquilidade enriquece as letras que Marisa coloca nesse CD. Não  lembro de um trabalho tão intimista, romântico e feliz ao mesmo tempo. Em tempos de de Michel Teló,  agradeço a Deus por ainda termos gente como Marisa, Chico, Caetano, Ana Carolina entre outros fazendo coisa boa para nossos ouvidos. Livre arbítrio, obrigada!

Agora volto para o meu chileno  branco bem gelado e o meu filme!

Epílogo

Publicado: 15/01/2012 em Fala aí, Cátia

O ponto de partida  virou ponto de chegada.

O círculo se fecha.

Pontilhado.

A passagem pelo cinema de A pele em que habito (La piel que habito, 2011) de Almodóvar foi rapidinha, quando vi, tinha saído de cartaz. Nesta semana, baixei aqui no PC e só hoje me dediquei a assistir e confesso que, quando eu acho que nada mais  do gênio pode me surpreender eis que surge um filme totalmente fora de qualquer contexto que eu, um dia,  ousaria em pensar ser possível fazer um roteiro, e olha que de roteiros  fora do normal eu entendo.  O filme é mais que espetacular, mais do que autoral, mais do que a mente humana pode  sugerir. Um filme excitante!

 Fiquei deslumbrada com mais essa pérola do espanhol. Não bastasse a interpretação  majestosa de Antonio Banderas, que, quem me conhece sabe que eu tenho um amor especial pelo cara,  que está brilhante, as cenas são  minunciosamente bem escritas, dirigidas com maestria e a passagem de tempo, que pode nos deixar loucos, é, de fato, uma preciosidade.  O  roteiro de idas e vindas prende o telespectador. Eu fiquei  na fissura quando o desenrolar da trama foi  gerando uma adrenalina fora do comum, eu pensei nas infinitas  possibilidades que o  ser humano pode  ter na vida, no que um escolha certa ou errada pode acarretar, no que um passo certo ou errado pode  ser o suficiente para um mudança no percurso e que este percurso pode ser a escolha do outro, não nossa…

Almodóvar pode  demorar para surpreender, mas o cara sabe e sabe muito bem deixar a gente de queixo caído. Um brinde ao espanhol que sabe como poucos,  enlouquecer e ao mesmo tempo encantar  com suas histórias nada comuns. Tim-tim. Vida longa, Almodóvar!

O elenco

Aforismo

Publicado: 06/01/2012 em Fala aí, Cátia

Cansei de escolher.

Erro sempre.

Agora  vou ser escolhida.

Ele acerta.

Os números de 2011

Publicado: 01/01/2012 em Fala aí, Cátia

 

obrigada a alguns amigos/colegas de profissão que admiram os meus textos e que ainda dizem que servem de inspiração para muita gente.. obrigada por 2011! beijo, Cátia

 

 

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.000 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 50 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

ogirdor

Publicado: 29/12/2011 em Fala aí, Cátia

raras foram as vezes que não me vi nos teus

olhos, e te quis muito nesses momentos…

decidi que seria sua a qualquer preço..

resolvi sem pensar no depois… fiquei

inerte a qualquer reação tua, fui

guiada pelo teu desejo fulgás, te ganhei e daí,

outro sentimento tomou conta de nós…

 

 

pra ti, minha última paixão de 2011, meu primeiro amor de 2012. o tempo te trará pra mim… de novo. só eu posso…

Cátia, by Luís Félix

Publicado: 19/12/2011 em Fala aí, Cátia

E lá se vão mais de 300 dias. De novo. Enquanto penso como realizar o meu texto da retrospectiva sobre os 11 Homens que brilharam neste ano, me veio a ideia de escrever um pouco das boas surpresas e das coisas boas que este ano me proporcionou.

Foi um ano de recomeços. Voltei para os meus amigos, me desvincilhei de uma relação doentia. Aprendi a me amar. Dei espaço e chance para que os momentos felizes  fossem  sempre em maior número. O que quis fazer, eu fiz. Visitei amigos antigos.  Fui em São Paulo assistir o U2. Fui para o Rio passar férias com minha mãe e minha filha e ver o Chilli Pepers no Rock in Rio. Conheci pessoas maravilhosas que se tornaram amigas e parceiras. Me aproximei de outras que até então eram apenas  uma relação de coleguismo e hoje são amigas de verdade! Confidentes, diria…

Coloquei os pingos nos is com muitas pessoas. Amenizei os rancores, abstraí totalmente outros. Tive ótimas surpresas; decepções  fulgazes; notícias ruins; exemplos de esperança e fé. Abracei minha filha todas as noites. Chorei ao ver filmes de amor. Escrevi como louca neste blog. Produzi como louca no meu caderno, à mão, com sentimento na ponta da caneta.

Tornei-me forte. Comecei mais um curso superior. Li Tchecov. Li a biografia do Lobão, e chorei, outra vez. Ouvi Chico Buarque mais de 1000 vezes. Chorei em 500 delas. Conheci gente má que aprendi a ignorar e que não tem diferença se respira ou não.

Entreguei-me à paixão. Minha essência. Entreguei-me às palavras. Minhas guias. Vivi intensamente dia após dia. Levando o que dava, deixando cair o que não dava. Fui feliz, preocupada, estressada, mal-amada, desejada.

Aprendi a ter paciência. Aprendi a esperar. Ainda falta muito, mas aprendi mais o que eu esperava neste ano que termina.

Obrigada Deus por ter tido um ano bom. Obrigada 2011 por tudo que eu pude viver, ser, ter e amar.

Que venha 2012… Paris me espera!