Em julgamento realizado nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, STF pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A Executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado do julgamento e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo. Às 15h29min desta quarta-feira, o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União, tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores – FENAJ e SJSP – e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo. No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h5min, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.

Golpe contra a sociedade

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, José Maria Rodrigues Nunes, lamenta a decisão, dizendo que “oito ministros foram responsáveis por desrespeitar uma categoria com 80 mil profissionais no Brasil”. A seu ver, a atitude representa um golpe contra a sociedade e a educação no Brasil. “O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de Comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o Jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, completou, informando que a Executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta, às 13h, para definir novas estratégias. Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas, as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou. Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em Jornalismo, a luta pela democratização da Comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.

Votaram contra a formação profissional: – Gilmar Mendes, – Carmen Lúcia Antunes Rocha, – Ricardo Lewandowski, – Eros Grau, – Carlos Ayres Britto, – Cezar Pelluso, – Ellen Grace – Celso de Mello.

O único voto favorável ao diploma: – Marco Aurélio Mello.

Exemplo de dignidade

A RW Mídias/Agência Radioweb, que transmitiu o julgamento, encerrou desta forma o seu trabalho:

“Agradecemos a sua companhia. A RW Mídias/Agência Radioweb permanecerá admitindo apenas jornalistas formados”.

 

*Do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

FENAJ Flyer Eletrônico Jornalista só com Diploma 2009 III

Tem certos momentos que me envergonho de ser jornalista. Quando vejo  alguns colegas como urubus em volta de carniça me enoja. Nas últimas semanas,  acompanhando  a repercussão da tragédia do voo da Air France, fiquei nos bastidores pensando e comentando com um colega lá da redação:  por que a imprensa tem que  ser tão sensacionalista com a tragédia da vida alheia? Pô, acho suficientemente  positivo relatar o fato, avaliar a situação da tragédia e informar os fatos novos que  surgirem.  Mas ficar  puxando para o sensacionalismo do tipo ” o que fazia da vida o fulano de tal que embarcou no voo AF 447; ou ainda pior:  ele não embarcou, na última hora transferiu a viagem!!” – Bah, chega gente, posso estar  sendo nada “profissa”  mas sou de outro jornalismo,  o que um dia eu estudei para  exercer! Explorar a tragédia  é coisa da imprensa brasileira porque no Le Monde, jornal francês,  que admiro  muito, não explorou o acidente do Airbus como a imprensa brasileira. Fizeram jornalismo sério. A nossa imprensa parece despreparada,  e dessa forma, a meu ver, perde credibilidade.

Lamento pelos colegas que não  têm o bom senso de enxergar o limite da informação com a invasão. Lamento, mas acredito que um dia isso mude, acredito no jornalismo informativo sem a necessidade do ” marronzismo” pra vender jornal!

Fui!

Estive muito tempo ausente desse espaço. Primeiro porque não tinha muito o que dizer, andava  travada. Depois achei que a popularidade desse blog havia caído muito. Desestimulei. E por fim, tirei uns dias de férias e fui passar 10 dias com o meu amor e sobre isso eu conto outra hora.

Estou pensando num texto sobre a espetacularização da tragédia, acho que vou juntar umas idéias que tenho sobre o assunto e escever aqui.  Estou meio perplexa com a imprensa brasileira no caso  do Airbus da Air France… Pô, eu quero saber as causas do acidente, não  a da vida privada de cada um dos passageiros: interessa pra ti o que o cara ou a moça faziam da vida? Está na hora da imprensa pensar mais na informação do que no sensacionalismo da tragédia dos outros!

Bem, mas vou esperar mais uns dois dias pra escrever sobre isso, primeiro vou me acostumar a atualizar esse blog de novo! OPs.. era pra ser um espaço de  comunicação d e crítica,  e virou coisa de coração, mas tudo bem, eu sou leonina e leonina é assim, mais emoção que qualquer outra coisa!!!

Eu falo aí, pô! rs..

Alguma coisa está dando errado no mundo, algo  que foi programado parece ter ignorado qualquer ordem natural da vida. A sensação que tenho que se perderam valores, gentilezas, educação, discernimento, compaixão. A cada dia  que passa mais o filme Ensaio sobre a Cegueira  vem na minha lembrança. Até onde o ser humano pode chegar?  O que é  a mente humana, que tipo de animal somos? Tolerantes até que ponto? Não acredito que o mundo tenha sido programado para tudo isso.  

Como admitir uma mãe que mata o filho porque  não suporta mais o vício dele em crack? Como um empresária falida se desespera ao ponto de matar o marido, irmã e sobrinha para livrá-los  de uma vida  mais contida? Que depressão é essa que leva um mãe matar dois filhos e cometer suícidio? O que leva uma adolescente de 13 anos encomendar a morte trágica de uma vizinha da mesma idade porque não gostava dela? Que mundo? Isso estava programado? O que diria Freud  desses temperamentos perdidos? Impressionaria o próprio Pai da Psicanálise… Ando perplexa, ando amendrontada com as atitudes que possam vir das pessoas que conheço.

Não sei até que ponto é possível conhecer a mente humana, não sei nem se conheço a minha, mas tenho certeza de uma coisa: falta amor no mundo de hoje, seremos, em breve, apenas animais…

… é um dia especial pra escrever sobre o meu amor. É uma data. É um dia marcado. É a poesia do eclipse que ainda não foi escrita. O ciclo do nosso jeito, uma nova fase que inicia, novos luares, outros poentes, uma mesma história.

Meu homem não é um poema, mas tem cara de alguns, dos meus preferidos. Às vezes eu vejo ele nas palavras da Elisa Lucinda, como foi o “No pasto”, que ele nos identificou. Também vi ele nas letras do Chico. Enxergo meu amor e seus olhos nos poemas de Torquato, de Leminski, dos meus preferidos, nem sempre lidos.

Li desde sempre o olhar do meu amor, isso sim. Marrom, como no poema que escrevi pra ele, o olhar que me alimenta, que me alimentou desde o princípio, que revigora a minha vida desde daquela data. Do dia marcado. Doeclipse que ainda não virou poesia.

Sua boca é o soneto, a sua voz a melhor das rimas. Sabe como ninguém me chamar de louca e dizer que me ama. Rima palavrão com Lua e me tem assim. Desde o dia marcado. Busca do eclipse. Suporta minhas crises, sente ciúme, não vive sem mim. Não vivo sem ele, suporto suas crises e sinto ciúmes.

Felinos, intuitivos, desde o dia marcado, daquela data uma certeza: a poesia nascia. Escrita um verso de cada vez, perdida em prosa e em poema, em rimas ricas, em rimas pobres. Verbos mal empregados, vírgulas deslocadas. Bocas agarradas. Poesia nascendo, vidas vivendo. Sentimento insano. Amor profano.

Amor… verdadeiro, eclipse sorrateiro.

E essa agonia que revira meu íntimo me seca a garganta me remete à luz do sol e à escuridão da noite que teima em perseguir minha mente escurecendo a lucidez e enlouquecendo a loucura me deixando sem fôlego sem vígulas sem palavras que  me transforma no que sei ser que é amor

 

destino

… o que posso dizer dessa tarde de domingo de outono

 é que as folhas ainda não estão secas…

as lágrimas sim. 

E o gosto salgado ainda morre nos lábios…

o-leitor3Já faz algum tempo que não comento filmes por aqui. Mas esse vou falar porque me comoveu de uma forma diferente. Não deixei as emoções fluírem pelo roteiro ou pelas cenas (que são ótimas), ou pela excelente representação de Kate Winslet, que ganhou o Oscar recentemente pela atuação. Estou falando de O Leitor, estou falando de um filme  simples mas que deixa uma lição sutil sobre os encontros, desencontros e das coisas que não podemos deixar de fazer no momento certo. Uma lição para que não nos arrependamos, uma lição para que não deixemos de dar o adeus na despedida, não deixemos de abraçar no reencontro. E a melhor de todas as lições: não deixar de viver um amor de verdade, não desistir de aprender, esperar pelo sonho, dizer palavras certas nas horas certas.

Indico que todos assistam ao filme e tirem suas conclusões, as minhas foram essas, minha leitura não foi cenematográfica ou técnica como às vezes me meto a fazer, foi meio filosófica, emotiva e que mudou muita coisa aqui dentro.

E foi assim.

reticências

 ponto