Almodóvar e suas surpresas

Publicado: 08/01/2012 em Fala aí, Cátia

A passagem pelo cinema de A pele em que habito (La piel que habito, 2011) de Almodóvar foi rapidinha, quando vi, tinha saído de cartaz. Nesta semana, baixei aqui no PC e só hoje me dediquei a assistir e confesso que, quando eu acho que nada mais  do gênio pode me surpreender eis que surge um filme totalmente fora de qualquer contexto que eu, um dia,  ousaria em pensar ser possível fazer um roteiro, e olha que de roteiros  fora do normal eu entendo.  O filme é mais que espetacular, mais do que autoral, mais do que a mente humana pode  sugerir. Um filme excitante!

 Fiquei deslumbrada com mais essa pérola do espanhol. Não bastasse a interpretação  majestosa de Antonio Banderas, que, quem me conhece sabe que eu tenho um amor especial pelo cara,  que está brilhante, as cenas são  minunciosamente bem escritas, dirigidas com maestria e a passagem de tempo, que pode nos deixar loucos, é, de fato, uma preciosidade.  O  roteiro de idas e vindas prende o telespectador. Eu fiquei  na fissura quando o desenrolar da trama foi  gerando uma adrenalina fora do comum, eu pensei nas infinitas  possibilidades que o  ser humano pode  ter na vida, no que um escolha certa ou errada pode acarretar, no que um passo certo ou errado pode  ser o suficiente para um mudança no percurso e que este percurso pode ser a escolha do outro, não nossa…

Almodóvar pode  demorar para surpreender, mas o cara sabe e sabe muito bem deixar a gente de queixo caído. Um brinde ao espanhol que sabe como poucos,  enlouquecer e ao mesmo tempo encantar  com suas histórias nada comuns. Tim-tim. Vida longa, Almodóvar!

O elenco

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